20 de março de 2005

SuperSizeME

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Assisti ontem o filme-documentário Super Size Medo Morgan Spurlock. Tem o seu lado trash, escatológico, mas também traz dados importantes – afinal para muita gente (principalmente nos EUA) comer estes Mclanches é tão bom quanto como qualquer outra refeição, só que mais prático e (ai ai ai) mais gostoso!..

O ponto de partida do filme é quase uma "experiência científica": o diretor-cobaia Morgan se propõe a ficar 30 dias comendo apenas no McDonald’s: café-da-manhã, almoço e jantar, e além disso teria de aceitar qualquer oferta de Supersize, aquela promoção que por alguns centavos a mais você leva um "extra". A idéia é avaliar o que vai acontecer com ele neste período.

É interessante notar que os médicos que acompanham a experiência ficam chocados com os resultados: eles esperam aumento de peso, aumento na taxa de colesterol, até um aumento de pressão arterial, mas a coisa vai muiiito mais longe... Bom para nos lembrar que o corpo e a saúde não são coisas simples de entender, avaliar ou prever... muito menos consertar.

Muito bem colocado no filme é o papel do marketing. A oferta, a propaganda, as estratégias, mais propagandas, promoções, bonequinhos, brinquedos, lanche feliz, uma maravilha! As crianças são o alvo principal, mini-consumidores que já se tornam os mais fiéis clientes, desde pequeninos... que medo.

Acabou o filme e a gente só pensava em como conseguir afastar nossos filhos dos McsPorcarias! Não acho que aqui o risco seja tão grande, porque apesar da propaganda, este tipo de comida não faz parte do nosso dia-a-dia. Comer em lanchonete, ou mesmo comida congelada, é a exceção, não a regra.

Além disso, tem o gosto pela BOA comida – afinal comida não é só caloria – é prazer, é arte, é cultura! É em casa que se tem o primeiro contato com a comida: comida fresca, frutas, legumes, verduras, refeições pra valer – valorizar estas coisas mais do que as porcarias, que de uma forma ou de outra vão pintar por aí, é uma boa estratégia.

Por enquanto parece estar dando certo, até agora a G. não troca fruta por doce – na verdade ela não curte muito doce. Talvez seja algo muito pessoal e eu sei que ela só tem 2 anos e muita coisa vem por aí... Mas mesmo que ela venha a desenvolver um paladar por doces, ela já tem uma paixão por frutas. E por aí vai – sempre que posso introduzo uma coisa que eu acho boa: pão integral, legumes, sucos, etc. O que eu considero ruim eu não incentivo, não compro e não ofereço. Se ela experimentar na escola, paciência, vai acontecer cedo ou tarde. Aí é com ela.